terça-feira, 26 de março de 2013

Agora é tarde...

A agência reguladora nacional (Brasil) proibiu a distribuição, a comercialização e o consumo de lotes de produtos de uma marca de sucos de fabricante bastante conhecido no país.
A suspensão, segundo a mídia, abrangeu todos os lotes de muitos dos sabores da empresa. Isto, em função de um recolhimento, que se deu em face de um dos seus sucos colocados no mercado, apresentar como conteúdo, a solução de limpeza dos tanques. Isso mesmo: junto com o suco de maça, uma solução de limpeza que pode causar até mesmo queimaduras se ingerida.
Para aqueles que imaginam a causa do problema em uma falha na operação de limpeza, ou esta falha na ausência, do que nós estamos acostumados a chamar de “validação de limpeza”, vale pinçar uma rotina comum e não muito antiga em máquinas de produção de comprimidos: os punções das compressoras que comprimiam os granulados, exercendo uma força de dezenas de toneladas, eram lubrificados com óleo (comum) de máquinas! Quantos comprimidos foram fabricados no mundo inteiro com punções impregnados com óleo comum?
Não vai muito tempo, também, pulverizávamos ambientes com solução de formol antes de iniciarmos os trabalhos de produção de injetáveis. Durante toda a noite, pulverizadores rotativos e automáticos jogavam formal nas paredes, janelas, máquinas e utensílios, impregnando tudo.
Os tempos são outros. As exigências de mercado e governamentais também. Não podemos mais aceitar tais meios antiquados e perigosos porque atualmente sobram outras opções. Não podemos nos permitir a uma visão imediatista e curta sobre as operações de produção, principalmente sobre os aspectos de boas práticas de fabricação.
Agora a referida empresa questiona que a agência não deveria impedir a distribuição, a comercialização e o consumo de tantos lotes. Agora ela recorre, alegando que o fato (solução cáustica de limpeza dentro de suas embalagens) só se deu em 96 unidades do seu suco de maça. Agora, é provável que a empresa, esteja revendo o seu processo de limpeza. Agora, possivelmente, a empresa se debruça sobre as questões de validação. Agora, cremos, a solução de limpeza deverá ser definitivamente substituída. Agora alguns consumidores se mostram preocupados, não só com o suco de maçã, ou com os produtos que a agência proibiu, mas com todos os produtos deste fabricante... É natural...
... Todas as mídias divulgaram amplamente o caso.
Agora, o “recompor” da reputação da empresa será um trabalho árduo...

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um bom negócio


O treinamento cíclico em Boas Práticas de Fabricação deixou de ser um esforço hercúleo desenvolvido pelas áreas de produção, garantia da qualidade e de recursos humanos onde o índice de absenteísmo era a vedete dos eventos, a cada ano se mostrando maior e mais presente, cercado de dezenas de argumentos, principalmente aqueles de necessidade de atendimento às previsões de vendas.
Ao contrário daquelas épocas, o perfil compulsório que ainda existe no tocante aos cursos realizados nas empresas foi substituído pelo caráter revestido de benefícios que tais encontros e reuniões  somam às rotinas de produção. Isto porque, à luz das Boas Práticas, o constante tratar das questões associadas à produção vem mostrando as lideranças o nível de melhoria dos processos, a redução dos retrabalhos, das perdas, além de criar um ambiente não propício a estresses.
Ao mesmo tempo, os acionistas não só aceitam investir parte das horas-homens em treinamentos de BPF, como já entenderam que este tipo de investimento tem retorno assegurado e de valor intangível, uma vez que ele protege as suas marcas e o nome de suas empresas, em um cenário onde um recolhimento de produto pode afetar, além de suas vendas futuras, a sua reputação.
Neste momento, o que se discute como fundamental, é uma programação de treinamento anual, previamente elaborada que abranja todo o universo de colaboradores. O desenvolvimento deste programa deve vislumbrar não só os conteúdos programáticos em si, mas a metodologia do aprendizado de tal maneira que os resultados dos treinamentos sejam visíveis pela atitude da cada colaborador após os encontros.
Hoje em dia, as áreas de produção, de garantia da qualidade e de recursos humanos de empresas consideradas vencedoras, fazem acontecer sua programação em BPF exatamente porque estão amparadas no apoio dos donos do negócio, que, por sua vez, estão amparados em números claros expressos por seus indicadores de qualidade que mostram que “esse negócio de treinamento” é excelente para qualquer negócio.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Medicamento biológico nacional



Com produção inteiramente nacional, nasce oficialmente no país o Eternacept, através da concessão dada pela agência reguladora nacional ao laboratório brasileiro Bionovis, no último dia 18 de fevereiro. O produto distribuído no país através do Ministério da Saúde é fabricado atualmente por uma indústria farmacêutica alemã. Com a fabricação no Brasil feita pelo novo laboratório estima-se uma redução de custo que pode chegar a 50%.
A criação da farmacêutica Bionovis foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) também nesta quarta-feira(18) e estima-se que a fábrica fique pronta ainda em 2013.
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